O que é o Família em Contos?

O Site Família em Contos dedica-se à educação, cultura e entretenimento. Pais e educadores encontram aqui histórias para dialogar com as crianças de modo atraente e criativo.

O Portal do Professor do MEC incluiu o Site Família em Contos em sua página.

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Boa parte dos contos deste Site encontram-se reunidos no livro Família em Contos, que pode ser adquirido na Editora Cultor de Livros.

O Zégas


Família Larleto é formada pelo casal Júlio e Mariana e seus 8 filhos. Pode iniciar a leitura dos contos por qualquer um deles. Mas, desejando conhecer melhor os membros e o ambiente dessa família, tenha um pouco de paciência e leia os contos iniciais. Não receie ser apresentado ao Zégas, que é bastante aprontão, pois no fundo é um bom sujeito.

O Zégas tem treze anos e em seus olhos brilham o ardor, o entu­sias­mo e a marrudice. É magrelo de ruindade, dizem. O cabelo castanho claro eternamente indisciplinado referenda-o como cara invocado que não leva desaforo para casa. Acham que tem fogo no rabo, pois não para quieto. Seu português é sofrível e não está nem aí para melhorá-lo, apesar das insistentes cor­reções dos pais (tem vergonha de falar bonito; a turma da rua não perdoa esses tipos).

Suscetível ao extremo, salta da alegria incontida à casmurrice retida em segundos. É sincero, leal e teimoso... Teimoso mais do que ele só burro velho, bem velho. Não gosta de banho nem de matemática. Tem coleções de tudo: maços de cigarros vazios, caixas de fósforos, tampinhas de garrafas, selos, figurinhas... Todas inacabadas. Gosta de andar descalço, sem ca­misa e com calção de bolso profundo onde carrega o impensável: bolinhas de gude, pião, fieira, munição de pedras para estilingue e, ultimamente, um pente, porque anda enamorado da atriz que viu na TV (pode topar com ela na rua; nunca se sabe...).

Durante a semana anda melhor vestido por imposição profissional: é office-boy do Grande Magazine – Loja de Departamentos. Teimou que queria ser bói e tanto fez que obrigou o pai a conseguir mil autorizações para emancipá-lo e poder ocupar o cargo, a título de estagiário, menor aprendiz e outros buracos da lei. O pai permitiu que esse seu rebento trabalhasse para ti­rá-lo da vadiagem, já que estudar não é muito com ele não.

O nome do moleque? Ah, sim: José. É o encarregado de cuidar do pequeno galinheiro da família, que não lhe poupa, entre outras, das seguintes fainas: recolher ovos, buscar ser­ragem nas marcenarias para forrar o chão sob o poleiro, pegar folhas de verduras em duas feiras do bairro – da Rua Maria José e da Praça Roosevelt – para alimentar o populacho do quintal. E justamente por causa do encargo de cuidar das galinhas é que os seus amigos começaram a chamá-lo de Zé das Galinhas ou simplesmente Zé Galinha.

Quebrou a cara de vários deles pela troça, e percebeu que depois disso o epíteto se alastrou mais que tiririca em terra adubada; então, deixou de partir para o pau e os amigos, ao perceberem que ele não estava nem aí com a brincadeira, esqueceram do apelido. Para o gasto do dia-a-dia a turma chama-o de Zégas, redução de Zeguinha, ou simplesmente Zé, aliás, o mais utilizado. Esses apelidos extravasaram a esfera do bairro e derramaram-se na empresa. Foi culpa dele mesmo, que organizou um racha de futebol entre as duas turmas. Em casa chamam-no apenas por Zé, ou Zezinho.

Listar-lhe os defeitos é canja; as virtudes, um aperto. Mas como meter a picareta é fácil, e canseira o edificar, mordo a língua e calo o bico. Que falem os fatos... Leia as histórias no link "Lista dë Contos"

Terça-feira
Abr062010

« O Barbeiro »

    Mãe, quer que eu pego a sacola?

     – Se diz pegue, pe-gue, Margarida, e não pego!... Pode pegar e coloque aqui no bagageiro – afirma Mariana.

     – Obrigado, mãe – diz Margarida.

     – Mulher diz “obrigada”, Margarida; o-bri-ga-da. Ufa.

     – Ciça... Ô Ciça...

     – Que é, mãe?

     – Coloque o Tonico, o Thiago e a Glorinha no banco de trás, e sente-se com eles.

     Paiê, deixa eu ir na frente com o sinhô?

     – Zé, fique no meio pra sua mãe ir também.

     – Oba, que bom!

     – Ah, paiê, eu queria ir na frente...

     – Margarida, na volta você vem na frente,bom?

     – Tá!

     – Pai, já fechei a casa. Pedi pro tio Faié olhar ela pra nós.

     – Boa, Augusto. Agora entrem todos na perua e vamos embora.

     E a Kombi emprestada pelo tio Alfredo parte rumo ao interior. Férias, ah, férias, que maravilha!

     – Pai, a colônia de férias da sua empresa é grande?

     – Você vai ver como aquilo é grande e bonito, Janaína; tem até cavalos pra gente andar!

     Ganham a estrada. Os olhos de todos rutilam. Cantos, folia, admiração pela paisagem. Viagem longamente preparada. Difícil foi todos acertarem o mesmo período de férias; Augusto até fez provas adiantadas na escola para ter livre este período. A fim de economizarem o máximo possível, na bagagem há suprimento extra de comida e um pequeno fogareiro. As refeições principais serão servidas pontualmente no restaurante da colônia de férias, mas o horário não coincide sempre com o do estômago da gurizada.

     Chegam. A alegria é estrondosa: mulheres se reencontram, crianças de pronto se fazem amigas para um banzé generalizado, maridos se cobram em mútuo escarcéu o paletó e a gravata não embarcados para as jornadas que se iniciam.

     A primeira semana de férias voa. Chega o domingo seguinte.

     – Júlio, vamos logo; o pessoal lá no campo!

     – Já vou, Chicão. acabando de consertar este abajur.

Enquanto Júlio faz um reparo elétrico na luminária do cha­lé onde a família se aloja, ocorre o imprevisto:

– Ui!

     Júlio acusa uma picada no pescoço, onde instintivamen-
te leva a mão com um tapa, acertando em cheio o inseto sanguessuga que mergulha durinho no chão.

     – É um barbeiro!!! Mamma mia, fui picado por um bar­beiro!

     O susto desanda-lhe o coração. Sente tontura. Está nervoso. Nunca esquecera a aula de biologia do professor careca do ensino médio. O vil inseto a seus pés é o portador – hospedeiro, lembra-se do termo –, de nada mais nada menos que do trypanossoma cruzi, ceifador impiedoso de muitas vidas por esse Brasil afora. O coração entupido pelo tripa vai resfolegando vida afora até que, subitamente, num distante dia, cansado de sua faina diuturna, cessa de bater. Júlio senta-se. Suspira. Encara o crucifixo em frente da cama do casal:

     – O que faço agora, Amigo meu?

     Silencioso, o Cristo, de braços abertos na sua cruz, apenas olha-o serenamente: deseja ser aliviado de um espinho de sua coroa, e partilha-o com aquele filho.

     Júlio cobre o rosto com as mãos e apoia os cotovelos nas pernas. Dialoga com o Cristo e decide não alarmar a família, necessitada do descanso. Localiza um maço de cigarros vazio do colecionador Zégas e amortalha o inseto. Vai ao banheiro e lava o local da picada. Desinfeta com álcool. Raspa. Suspira. Torna a lavar, desinfetar e raspar. Sorri ao olhar o Cristo... Mas não aguenta e resmunga:

     – Desgraçado de bicho; me mordeu bem aqui embaixo do queixo, onde a pele é fininha! Então é por isso que chamam esse filho da... de barbeiro! Agora, o jeito é esperar os tais 15 anos pra doença se manifestar. Enquanto isso eu vou é jogar bola!

     Desconcentrado na partida de futebol, erra vários lances e, como é de se esperar entre os futebolistas, o time não deixa por menos e abre o bico, xingando. No final da tarde, Júlio mostra ao Chicão o inseto e conta-lhe o incidente:

     – Puxa, Júlio, parece um barbeiro mesmo. Não entendo nada de insetos, mas acho que é igual ao bicho que me mostraram uma vez.

     À noite, na cama, Júlio pensa na morte, esse inexorável encontro de todo homem. Conclui andarem juntas a fronteira do tempo e da eternidade. Adormece meditando o quanto é bom conhecer o termo da existência pessoal, pois torna mais fácil sopesar as valias e abrir mão dos enredos.

     Terminam as férias. A família regressa novinha em folha. Júlio até tirou importância da picada do barbeiro na esperança de que as providências tomadas na ocasião teriam impedido a inoculação do trypanossoma. Comentaria o fato com a esposa na primeira oportunidade, em São Paulo. Não comentou. A desculpa foi a correria do dia-a-dia.

     Um mês depois, ordenando sua gaveta no guarda-roupa, vê o maço de cigarros com o barbeiro:

     – Mariana, veja isto! Que lhe parece?

     – É um barbeiro, não Júlio? – Mariana rói um milho que acabara de cozinhar.

     – É sim... Ele me picou nas nossas férias.

     Mariana empalidece. Limpa os lábios no avental e, si­len­cio­sa, fixa o olhar no marido.

     – MM... Mari, não queria estragar as férias de vocês...

     – Sei, e por isso não me disse nada.

     – É...

     – Júlio, não precisa me esconder as notícias tristes. Tenho o direito de sabê-las.

     – Desculpe, Mariana...

     – Vamos levar esse inseto para uma análise clínica. Antes, vamos telefonar para o Neno nos orientar.

     Telefonam, e o Dr. Nilton – Neno para os íntimos –, médico e amigo do casal desde a infância, sugere encaminhar o in­seto ao Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Medicina.

     Na segunda-feira, Júlio sai mais cedo de casa e, antes de ir ao trabalho, passa na Faculdade de Medicina. Na portaria, dirige-se ao balcão de informações:

     – Por favor, o senhor conhece alguém especializado em insetos por aqui?

     – Oh, sim, o Professor Barata, no 1º andar!

     Perplexo, Júlio desanda a pensar: – “Profess... Professor Barata? O caramangando de mim? Onde já se viu brincar numa hora em que a vida de um sujeitocomprometida!”

     De qualquer modo, Júlio agradece secamente e sobe ao Departamento de Epidemiologia, conformado em se virar so­zinho.

     “Entre sem bater”, diz a tabuleta. Empurra a porta e depara-se com várias funcionárias batendo papo:

     – Por favor, senhoras, o Professor Ba... Ba... Por favor, senhoras, há alguém aqui especializado em insetos?

     – Há, sim, o Professor Barata – respondem em coro.

     Nooossaaa! – pensa Júlio –, o homem existe mesmo!”

     E o Professor Ba...rata estaria?

     – Ainda não chegou. Se quiser pode esperá-lo.

     Espera 20 minutos e impacienta-se. Muito trabalho o aguarda na empresa:

     – Senhoras...

     Embaladas na narrativa da chefe, nada mais ouvem. Pudera, no sábado ocorreu o último capítulo da novela! Júlio raspa a garganta e chama a atenção. Estranhada, a narradora interrompe o relato:

     – Bem, tenho que ir. Posso ligar mais tarde?

     – Oh, sim, aqui está o telefone dele.

     – Poderiam adiantar-lhe o assunto?...

     Claaaaro! – dizem todas.

     – Gostaria que ele analisasse um barbeiro que me picou.

     Prestativas, aceitam o encargo e voltam à novela.

     À tarde, Júlio telefona:

     – Você é o moço do barbeiro?... Pode passar hoje às 16h? Traga o barbeiro!

     Chega pontualmente. Acanha-se ao ser observado por todas. Envergonhado, sente-se paciente não de picada de barbeiro, mas de lepra ou algo bem contagioso. Pedem que aguarde.

     Humilhado, Júlio senta e põe-se com os dedos a tamborilar um ritmo no braço da cadeira. Vê o relógio da parede, parado e fora do tempo. O vaso solitário do arquivo verde espera uma rosa vermelha para amar... – “Quem será o velho barbudo do quadro? Talvez o fundador da escola”, pensa Júlio... A cadeira range e enrubesce seu ocupante, que reclama interiormente: – “Quieta, desgraçada”.

     Irrompe na sala um baixote de meia-idade, bigode desproporcional à estatura, rosto redondo, tez morena. O andar ágil não lhe tira a gravidade; e por ser daqueles que desdenham preâmbulos, vai direto ao assunto:

     – Está vivo ou morto?

     O susto é grande! Júlio salta da cadeira e com o olhar indaga as funcionárias se é o tal professor. Com um sorriso e cerrar de pálpebras, respondem afirmativamente.

     – Po... po... por enquanto estou vivo, professor – e a saliva estanca-lhe na garganta, e se ouvem sonoros glup, glup.

     – Ora, ora, não é você homem! É o bicho!

     – Ufa...morto – e entrega-lhe o invólucro. O maço de ci­gar­ros um pouco estragado, ?... Não o troquei porque pensei estar também infectado e poderia auxiliar na análise...

     Absorvido pelo pequeno volume, o professor desatenta-se das razões do Júlio e entra em sintonia com sua paixão: insetos.

     O mestre vai a uma das mesas locais e empurra para o canto os utensílios que a adornam. Retira duas pinças do bolso do avental e inicia um cauteloso processo de abertura do maço, pois não quer danificar o inseto. Júlio, tenso e sem piscar, observa os movimentos precisos do entomologista. Chegou o momento da sentença fatal. Seu coração martela forte; as mãos regelam-se. Na sala ouve-se apenas o ruído do papel que cede passagem às pinças, pois a presença do chefe silenciou as matraqueiras.

     – Minha Nossa! – exclama o professor.

     Júlio cai sentado, pronto para tudo; mete a mão no bolso e constringe o crucifixo que sempre traz consigo. Espera a triste sentença.

     Outra exclamação do chefe do departamento faz as fun­cioná­rias acorrerem à exumação. O cientista se perde de vista; Júlio apenas ouve sua voz.

     – Oh!... Ooooh!... Puxa! – exultam mestre e funcionárias.

     Sucedem-se os “ohs” e, em cada um, morre aos poucos o impaciente paciente.

     – Professor! Ôôô professor...

     Ninguém dá atenção ao Júlio.

     – Professor, o meu caso é grave? – grita.

     Não é ouvido. O inseto reina absoluto. Júlio larga-se na cadeira e rascunha na mente um testamento para a família. Confere o nome da esposa como beneficiária da apólice de seguro, que por acaso trazia na pasta, e estuda o modo de crescer os ganhos profissionais, no pouco tempo que lhe resta de vida, para garantir a subsistência dos seus.

     – Moço!

     Mama mia, o professor me chama! Sim! – salta da ca­deira.

     Abre-se um corredor até o mestre, por onde Júlio penetra recolocando a apólice na pasta. É alvo de olhares. O coração dá pulos tresloucados.

     – Moço, isso é um autêntico akaeorrhynchus grandis, da família dos Pentatomidae [Dallas, 1891].

     – “Minha Nossa, estou frito!” – pensa Júlio. – “Chegou mesmo minha hora” – suspira. Mariana e as crianças preenchem-lhe a mente, enquanto a imaginação assina o atestado de óbito. Respira fundo, cria coragem e interroga:

     – Muito bem, professor, quanto tempo ainda tenho de vida?

     – Ah, ah, ah – riem as funcionárias. Outra vez o moribundo indigna-se com o tão pouco caso para com a vida alheia... Talvez já estivessem habituadas a dramas desse calibre!

     O professor estranha a pergunta e os risos.

     – Você está com algum problema, filho?

     E Júlio, cada vez mais perplexo, diz em tom respeitoso:

     – Estou preparado, professor; pode dizer... O barbeiro está contaminado, não!?

     – Ah, ah, ah...

     – Mas será o benedito! Até o professor ri de mim?!

     – Filho, este inseto é um autêntico “piolho de planta”, que se alimenta de seivas. Sua picada é inofensiva.

     – Mmm... ma... mas não é um barbeiro?

     – Claro que não! É de uma família muito parecida.

     Júlio ri, ri, ri.

     – Venha comigo ao laboratório.

     O andar pressuroso do insetologista os conduz a uma sala onde as paredes estão ocupadas por prateleiras carregadas de estojos. Equilibrando-se no alto da delgada escada metálica, o mestre entrega uma caixa ao Júlio e desce de retro tateando os degraus com os pés.

     – Veja, estes são os autênticos barbeiros!

     Divertido, Júlio cumprimenta os insetos abanando-lhes a mão junto às têmporas e diz:

     – Prazer, rapazes – e o mestre ri.

     Não os saúda apertando-lhes as patinha, pois, atraves­sados por alfinetes como estão, desapreciariam tais formalidades. Apenas examina-os curiosamente com os olhos. Outro estojo é trazido por esse homem apaixonado pela insetologia:

     – Veja, esta é a família dos “piolhos de plantas”. Me faltava nela o espécime que você trouxe!

     Corrige-se o professor em tom humilde:

     – Quero dizer: se você puder me dar o piolho! Poderia?...

     Júlio sorri a quem parece uma acanhada criança pedindo um pirulito:

     – É todo seu, professor.

     – Oh, obrigado! Puxa, obrigado mesmo! Logo, as feições de felicidade dão lugar ao ar sério do catedrático em funções:

     – Repare, tanto esta espécie de piolho de planta como o barbeiro têm a cabeça separada da estrutura do corpo, unida apenas por um fino pescoço. Daí porque muita gente os confunde. Na maioria dos insetos a cabeça forma uma unidade com o corpo, exceto em algumas famílias, tal como estas duas.

     – É mesmo!... São bem parecidas...

     Que felicidade! Tudo esclarecido! De volta ao departamento, o mestre pede dados sobre a zona rural onde fora encontrado o inseto para futuras coletas na região, que desconfia estar farta de tais preciosidades. Depois, encarece ao Júlio para en­viar­-lhe os insetos que encontrar por aí. Explica que os meni-
nos – refere-se aos seus alunos –, durante as práticas (aulas), danificam acidentalmente as peças (insetos). Caso os bichinhos não sirvam às preleções, se somarão à sua coleção particular com mais de cinco mil desses personagens. Um tesouro a serviço da ciência, mais útil que todo o dinheiro de gananciosos aplicadores.

     Júlio se despede decidido a caçar todos os bichos do mundo, só para fazer feliz aquele bondoso velhinho. Sente-se um privilegiado: afinal, poucos conhecem uma Barata que entende de piolhos! E como entende... Ah, que bom é retornar à vida. Aperta novamente com a mão o crucifixo dentro do bolso e agradece o dom de viver. Já na rua, Júlio põe diante dos olhos o crucifixo e diz:

     – Obrigado, Amigo, pelo susto e por tudo que aprendi. Até passei a me conhecer melhor, e só posso dizer: que baita covardão eu sou!

 

Conto publicado no livro Famílía em Contos: os Larletos, de Ariovaldo Esteves Roggerio (Editora Cultor de Livros, São Paulo, 2009), e no site www.familiaemcontos.com.br. O livro encontra-se à venda na Livraria Cultura.